sábado, 28 de fevereiro de 2009

Viviane Serrano / Compositora

“Todo ano, proponho a mim, emagrecer em janeiro e sempre consigo uns gramas a menos.
Mas, este ano, terei que devorar todos os livros sobre a reforma ortográfica que eu encontrar
Pela minha frente. Portanto, perdoem-me!
Ainda não será dessa vez que me verão em formas curvilíneas”

Sinto pena pelo trema, tanta falta vai fazer o glamour que dava aos meus textos! Enfim, tudo acaba mesmo! Ainda assim, com imensa tristeza, por esta e outras perdas que teremos em nossa ortografia, resolvi por mim, e por insistência de alguns amigos, fiéis amigos, postar nesse mundão virtual algumas poesias que escrevo. Ainda me adaptando a esse papel novo que aos poucos vou conhecendo, estou escrevendo. Ainda não consigo colocar os poemas em formas de poemas, os “nets” de plantão me dizem tecla “shift”, “ Ctrl” coisas assim, mas eu, ainda em caráter de experiência me confundo e desisto de formatar, não desisto de escrever, de formatar!
Sem mais longas e conversa fiada, estou aqui expondo sentimentos, sentimentos que só abro para as palavras que escrevo, sentimentos de amores que tive, que não tive e acreditem,sentimentos que nem mesmo eu conheço, sentimentos que me invadem, que me transportam a esse mundo mágico da escrita. Não sou escritora, apenas escrevo o que sinto e absorvo dos grandes nomes da Literatura e da poesia que aos poucos vou sugando para tentar adquirir conhecimento.
Então, aos amigos que apreciam “minha poesia”, aos que tanto me pedem pra expô-las, aos professores que tanto me incentivaram, em especial a professora Gilbenice, que lançou meus primeiros poemas num coquetel, e acreditem intitulado Tecendo Versos, título do meu blog,Magali, que foi de muita influência em minha escolha acadêmica por ser extremamente sensível e inteligente ( eu a invejei) por isso estou aqui/ risos e professor Tadeu, nossa! como foi importante em minha vida, me apresentou a leitura, me apresentou Machado de Assis, não preciso dizer mais nada preciso?e Patricia, aquela diretora que me fazia declamar "versinhos" em cada evento que acontecia no colégio. risos ( tempo bom)
A todos do Colégio Dr, João, o teatro Djota que tanto me desinibiu. Aos Professores da Faculdade, em especial Nilton Souza, que me envaideceu com elogios e aos professores da Pós ( Uerj) em especial Fernando Bastos que me disse um dia que eu podia tudo, e que esse “meu ar” um tanto quanto melancólico e decadente era de fato algo a se captar.
Bom, a todos um “obrigadão” e deixo aqui os poemas, ainda em caráter de “formatação digital”, humildemente e muito satisfeita em poder dizer a todos que tudo valeu e que tantos “empurrões” me fizeram sonhar o auge, ainda em formas de sonhos distantes, mas sonhos que não se cansam e se depender de mim, e da fé e confiança de todos vocês, eu chego lá! Os nomes que aqui não citei, perdoem-me, não foi por esquecimento, lembro e guardo a todos com imenso carinho, mas aqui, tomaria tempo se fosse anotar os tantos e importantes nomes que me incentivaram, foram muitos!
Bom, sem mais, leiam, comentem!elogiem, critiquem!!! beijosssssss

Viviane Serrano

Perdão

Perdão! Perdão por essa dor que não intui
Perdão por essa angustia que te fiz
Perdão por não mais querer
Por levar teu sorriso.
te roubar o alívio
Não foi por querer.e se queres saber
Ainda te amo, um amor que não de
Outrora, mais que ainda vive em mim.
Perdão se esse amor modificou-se
Se, com o tempo, desgastou-se...
Perdão se ele não é como queres
Se já não te dedico todo meu tempo
se dediquei-o a outro bem;
meu coração, um lugar incerto,
perdoe-o, não faz por maldade
ainda é criança, só faz bobagens!
Perdoe-o por ter te traído, ter esquecido
O gosto, ter te perdido numa viagem qualquer
Juro-te que sinto tanto, um tanto
Que nem sei descrever.
Perdoe-me por não te amar mais
Daquele jeito intenso
Perdoe-me por ter despertado
Num dia de verão, no cheiro de outro
Peito.

Viviane Serrano

Passam

Tudo passa pelos meus olhos nus...
Passam casas, coisas, livros...
Passam pensamentos, cores,
Desertos.
Passam músicas, teatros, cinemas
Passam estações, o sol , a chuva
Passam versos, emoções,
Dúvidas, e eu, ainda inquieto.
Só, nesse escuro constante,
Nesse silêncio tão quieto.
Passam ruas, bebidas, distrações
Passam o Rio, o Janeiro, o Caos..
Tudo passa! Só não passa você
Um pouco de ti vai ficando
No muito que vou lembrando
a cada coisa, a cada som, a
Cada pulsar do meu peito.

Viviane Serrano