Eu te amei e ... confesso
Ainda te amo.
Salve-me! meus pés
Perderam o chão
Minha boca o sabor
Minhas mãos...
Digitais.
Lembra! Lembra de mim!
Das juras que você me fez
Lembra das noites, dos dias
Do infinito
Que dissestes ser meu e teu.
Corre! Eu já estou por um
Triz...
Minha vida? O gris.
Minha alma? Solidão
Eu? um porto inseguro
Um caos, um ser no escuro
Vem! Traz aquela luz que só
Existe em teu olhar
Vem! diz que nada mudou
Diz que você não mudou!
Há, amor! Estou perdido!
E só me acho no calor do teu
Corpo. Só me encontro submersa
Em teu mar.
Viviane Serrano
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
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Aceitas isso como comentário ou é muita ousadia?
ResponderExcluirSEIZE
(Luz... Porto)
E assim tudo ficou:
Ficaste aí e eu aqui
Numa tarde aquela
Antes e depois do pôr-do-sol.
A imagem congelou-se.
O tempo parou.
Passaram por nós
Eras glaciais, faixineiras descuidadas,
As quatro estações de Vivaldi,
O El Nino, um tsunami,
Garrafas de absinto, ópio, cocaína,
Aniversários, filhos, cônjuges,
Carros, cinemas, motéis.
A cama se abria tragando-nos
Rumo a um abismo insondável, imponderável.
Juntamos os cacos, recompusemo-la
E nela mergulhamos novamente
Extáticos, paralisados, patéticos.
A vida seguiu. Prosseguiu?
Quanto a mim, ainda estou naquele quarto de fundos,
Vestígios de mata, de mato,
Cobertos pela cortina cerrada,
Andar desconhecido, endereço esquecido.
Gelada, estátua de sal
Com o olho baço a brilhar
À espera de que retornes.
Gostei do que escreves.
Beijo,
Luzia P.S. me recuso a citar o fim do trema.Não vou dar aula de "Linguística Aplicada". O que os alunos aprenderão?
Pois é!! melhor nõ comentar mesmo sobre o trema. E o que escreves? nooooooooooossa! contou minha história . bjs
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