O que fazer se teus olhos me inebriam
Se teus braços me encobriram e fez-te
pra mim o mundo?
A solidão, que antes um muro,
Se teus braços me encobriram e fez-te
pra mim o mundo?
A solidão, que antes um muro,
jaz breve, como a primavera.
E eu,
tão perdida, embriagada
E eu,
tão perdida, embriagada
com teu beijo,
digo sim a todo instante,
já não sou como antes.
Outrora um barco perdido
digo sim a todo instante,
já não sou como antes.
Outrora um barco perdido
a beira do cais,
agora, essa saudade infinita,
agora, essa saudade infinita,
essa vontade que não passa,
que por vezes
me maltrata,
e por vezes me faz sorrir.
O que fazer se sinto medo,
que por vezes
me maltrata,
e por vezes me faz sorrir.
O que fazer se sinto medo,
se minha insegurança
por vezes te vê esvair,
por vezes te vê esvair,
como areia entre os dedos?
O que fazer se os segundos se
O que fazer se os segundos se
demoram e as lembranças se tornam
a meta pro meu coração, tão seu?
Se o que queres é que me tornes tua
eu digo sim, eu grito sim nessa
Se o que queres é que me tornes tua
eu digo sim, eu grito sim nessa
amplidão desmedida!
Agora já não há saída. Me perdi no
Agora já não há saída. Me perdi no
calor dos teus abraços e
minha alma já não mais
minha alma já não mais
existe sem o teu amor.
Viviane Serrano

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