sábado, 20 de dezembro de 2008

Sem saída

O que fazer se teus olhos me inebriam
Se teus braços me encobriram e fez-te
pra mim o mundo?
A solidão, que antes um muro,
jaz breve, como a primavera.
E eu,
tão perdida, embriagada
com teu beijo,
digo sim a todo instante,
já não sou como antes.
Outrora um barco perdido
a beira do cais,
agora, essa saudade infinita,
essa vontade que não passa,
que por vezes
me maltrata,
e por vezes me faz sorrir.
O que fazer se sinto medo,
se minha insegurança
por vezes te vê esvair,
como areia entre os dedos?
O que fazer se os segundos se
demoram e as lembranças se tornam
a meta pro meu coração, tão seu?
Se o que queres é que me tornes tua
eu digo sim, eu grito sim nessa
amplidão desmedida!
Agora já não há saída. Me perdi no
calor dos teus abraços e
minha alma já não mais
existe sem o teu amor.
Viviane Serrano

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